A Biblioteca Pública Municipal Professor Pedro Viriato Parigot de Souza está recebendo, desde 23 de janeiro, a mostra “Memória, Sonho e Imaginação”. Os trabalhos que compõem a exposição são produções de alunos atendidos por projetos socioeducativos conveniados ao Programa do Voluntariado Paranaense de Londrina (Provopar-LD), que são os Centros de Formação Cidadã (CFCs) e “Viva Vida”, do Jardim União da Vitória, região sul, e do Parque São Jorge, localizado na região norte.

A mostra pode ser visitada diariamente, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19 horas, na Biblioteca Pública, localizada na Avenida Rio de Janeiro, 413, Centro. O período expositivo segue até 22 de fevereiro.

Estão expostos cerca de 50 trabalhos, em diversas linguagens, como pinturas e desenhos, fotografias, poemas, maquetes, textos e livros. O educador social do projeto “Viva Vida” e CFC União da Vitória, Milton Andrade, orientou a execução das obras com os alunos e contou que a sugestão foi que eles pensassem em diferentes intervenções artísticas, trabalhando a temática do sonho. “O projeto nasceu do percurso sonho, imaginação e memória. Foram duas idéias, trabalhar o sonho mesmo, de quando nós dormimos, e enquanto sonho de vida. O percurso tinha como objetivo potencializar as perspectivas de futuro dos alunos e refletir também sobre a realidade”, explicou.

Trabalhos de 175 alunos do projeto “Viva Vida” União da Vitória integram a mostra. Uma das alunas, Ana Beatriz da Costa Melo, escreveu um poema que faz parte da exposição, abordando preconceitos de gênero, e disse ter ficado contente com o resultado da mostra. “A gente convive em uma sociedade onde o machismo está sempre presente, assim eu tive a ideia de fazer o poema usando essa frase: seja o que quiser ser”, contou.

Os educandos do projeto “Viva Vida” e CFC São Jorge abordaram temas relacionados ao meio ambiente. A proposta era que eles fotografassem a região onde moram. As imagens registradas pelos alunos foram reunidas na exposição “De Olho na Rua”, que contém cerca de 40 fotos, feitas por aproximadamente 50 adolescentes do CFC, na faixa etária de 12 a 14 anos.

Na abertura da exposição, na última terça-feira (23), duas crianças e dois adolescentes que participaram dos trabalhos foram à Biblioteca Pública Municipal prestigiar o lançamento da mostra.

Sobre os projetos – O Provopar-LD tem convênio com 11 projetos de caráter socioeducativo em diversas regiões da cidade. Por meio destes projetos, entre CFCs e “Viva Vida”, 1.235 crianças e adolescentes de seis a 17 anos frequentam os espaços, localizados próximos a comunidades em desproteção social.

No horário de contraturno escolar, os alunos realizam diversos tipos de atividades culturais, pedagógicas, esportivas, artísticas e outras. Em oficinas que trabalham com o método dos percursos, que são desenvolvidos pelos educadores de acordo com as necessidades e desejos dos próprios alunos, são abordadas temáticas específicas. Os alunos são acompanhados por educadores, assistentes sociais e outros profissionais que compõem a equipe técnica dos projetos. Além disso, as crianças e adolescentes recebem alimentação completa durante o período de permanência no espaço.

No intuito de oferecer um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, os projetos têm caráter preventivo e proativo. A defesa e a afirmação de direitos e o desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos educandos norteiam as atividades, que buscam promover o enfrentamento das vulnerabilidades sociais.

De acordo com o presidente do Provopar-LD, Fernando Ortiz, as ações realizadas em 2018 pelos projetos serão voltadas à inclusão digital. “O objetivo desse ano é proporcionar a inclusão digital dos jovens. Principalmente porque estes adolescentes já irão entrar no mercado de trabalho”, ressaltou Ortiz.

A Prefeitura de Londrina apoia o Provopar por meio de parceria, destinando recursos financeiros para que o programa execute estas e outras ações no campo de assistência social na cidade.